Descrição
Batuta 2012 Tinto
Elegância austera e profundidade num Douro de grande serenidade
O Batuta 2012 Tinto, assinado por Dirk Niepoort, exprime um perfil contido, austero e refinado, resultado de um ano de grande regularidade e maturações lentas no Douro. Proveniente de vinhas muito velhas da zona de Vale Mendiz, com um field blend de castas autóctones plantadas em solos xistosos e a uma altitude relevante, este tinto revela-se mais fechado nos primeiros anos, mas com uma evolução surpreendente em garrafa, marcada por tensão, frescura e precisão.
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Características principais
• Castas: Field blend de vinhas velhas com predominância de Touriga Franca, Tinta Roriz, Rufete e outras castas tradicionais durienses
• Região & Terroir: Douro, sub-região do Cima Corgo (Vale Mendiz) — vinhas centenárias em solos de xisto
• Colheita / Safra: 2012
• Vinificação: Fermentação parcial com engaço em lagares e balseiros, seguida de estágio de cerca de 20 meses em barricas usadas de carvalho francês
• Teor Alcoólico: ~ 13 % vol.
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Notas de Prova
• Aroma: Inicialmente discreto, com notas de cereja preta, ameixa seca, pedra molhada e especiarias suaves; abre gradualmente para mostrar complexidade floral e toques de grafite e cedro.
• Paladar: Elegante e vertical, com acidez firme, taninos finos e secos, corpo médio a cheio. O final é longo, sério, com mineralidade marcada e frescura persistente.
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Harmonização & Serviço
• Temperatura de serviço recomendada: 16–18 °C
• Sugestões gastronómicas: Carnes de caça, cordeiro assado, pratos de forno com cogumelos ou trufas, magret de pato, queijos de pasta dura
• Sugestão: Decantar pelo menos 1 hora antes de servir para permitir maior abertura aromática
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Potencial de Guarda
• Grande capacidade de envelhecimento: 12–20 anos ou mais. O 2012 é um vinho sério e estruturado que evolui com grande classe, revelando em garrafa um lado subtil e expressivo de enorme sofisticação.
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Resumo
O Batuta 2012 Tinto é um tinto com nervo e contenção, reflexo da filosofia de Dirk Niepoort de buscar precisão e transparência no Douro. Menos exuberante que outros anos, mas com uma elegância quase borgonhesa, é um vinho para quem aprecia estrutura, mineralidade e uma evolução digna de contemplação — uma verdadeira referência entre os tintos durienses de guarda.






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