Descrição
Incógnito Tinto 2008 é uma das mais icónicas criações da Cortes de Cima, elaborado exclusivamente a partir da casta Syrah — numa altura em que esta ainda era “não autorizada” no Alentejo. Com uma abordagem ousada e visionária, este vinho tornou-se um marco na história da viticultura portuguesa. A colheita de 2008 revela um tinto de grande concentração, profundidade e complexidade aromática, com um perfil internacional, mas fortemente marcado pelo terroir alentejano.
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Características principais
• Casta: Syrah (100%)
• Região & Terroir: Vidigueira, Alentejo — vinhas situadas em encostas expostas a brisas atlânticas, sobre solos argilo-calcários, que proporcionam frescura e estrutura à casta.
• Colheita / Safra: 2008 — ano equilibrado, com maturações lentas e saudáveis.
• Teor alcoólico: ~14,5% vol.
• Vinificação & Estágio: Fermentação tradicional com controlo de temperatura, seguida de estágio prolongado (cerca de 14 meses) em barricas novas de carvalho francês.
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Notas de Prova
• Aroma: Nariz intenso e envolvente, com notas de frutos negros maduros (amora, cassis), especiarias doces, cacau, pimenta preta e sugestões de couro e tabaco. Toque fumado elegante e bem integrado da madeira.
• Paladar: Estrutura poderosa, taninos polidos mas presentes, acidez equilibrada. Corpo denso e untuoso, com final muito longo, profundo e condimentado.
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Harmonização & Serviço
• Temperatura de serviço recomendada: 16–18 °C
• Sugestões gastronómicas: Carnes vermelhas grelhadas ou estufadas, borrego, pratos de caça, queijos curados; excelente para momentos de contemplação ou serviço em ocasiões especiais.
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Potencial de Guarda
• Grande capacidade de envelhecimento — encontra-se agora num ponto de maturidade ideal (2024), mas poderá manter-se em excelente forma por mais 5–8 anos, se bem armazenado.
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Resumo
Incógnito Tinto 2008 é um Syrah alentejano de exceção, que alia potência e elegância numa interpretação ousada do potencial da casta em solo português. Um vinho cheio de carácter e história, feito para impressionar e resistir ao tempo — verdadeiro ícone da Cortes de Cima.





